SEMENTEIRA ALAGADA

Esta Primavera, as carranquinhas puseram em andamento um projecto de horta e pequeno jardim em que andavam a laborar já há um tempo.
Começaram por fazer uma sementeira variada (abóboras, cenouras, alfaces e algumas flores), nuns recipientes pequeninos, como convém! Ao fim de duas semanas lá começaram a despontar uns sinais de vida nos pequeno vasos e daí em diante foi vê-las crescer.
Depois chegou a altura de escolher um espaço na cerca do Museu, para onde pudessem transplantar-se para crescerem mais à vontade. No entanto, devido aos rigores do inverno - que este ano se estenderam primavera dentro - a prudência aconselhou a que se resguardassem os jovens rebentos por mais algum tempo e a transplantação foi sendo protelada e os pequenos vasos, já verdejantes, foram ficando na oficina onde as carranquinhas habitualmente trabalham.
Estavam bem bonitos, irresistíveis mesmo! O pessoal do museu que por ali circula em funções várias, desde as oficinas de cerâmica à limpeza e às rondas de segurança, todos se encantavam com aquela hortazinha em potencial e vai daí ninguém resistia ao impulso de a “cuidar”. Aqueles rebentinhos pequeninos ali mesmo a pedir para serem regados e “mimados”… e todos “mimaram” a sementeira… e todos a foram regando: uma regadela atrás da outra e as regadelas foram-se somando, até que a sementeira das carranquinhas acabou por ficar a nadar!
E assim se condena uma colheita promissora por excesso de zelo. Resta-nos esperar pela próxima época de sementeira (e talvez reforçar a sinalética de proibição).

O PALÁCIO MÁGICO

A apresentação pública da peça de teatro “O Palácio Mágico”, no passado dia 17 de Maio, foi o culminar de uma longa actividade de observação e exploração de algumas obras do Museu, a partir das quais as crianças do Clube dos Carrancas escreveram uma história.
Depois da escrita e das ilustrações, os petizes propuseram um grande desafio: representar a história no palco!
Foi então dado início à jornada de execução dos trabalhos de guarda-roupa e adereços, e de construção do cenário… seguida de muitos ensaios.
Sábado após sábado a senhora bretã de “Macieira partida”, o “Desterrado”, o Conde Ferreira, a Viscondessa de Vinhó e Almedina, a menina d'“A tigela partida”, a menina Pacheco Pereira, a costureira de “Interior. Costureiras trabalhando” foram aparecendo na oficina e travando amizade com os membros do clube e no dia e hora marcados para a apresentação, lá saíram dos seus lugares e vieram até ao palco onde, durante meia hora, se apresentaram ao público do Museu.
No final, artistas e público, passearam pelas galerias para fazer o reconhecimento das obras de onde saíra cada personagem.

Clube dos Carrancas:
Ana Neri, Beatriz Fonseca, Catarina Arrifana, Charlotte Einhoff, Francisca Cardoso, Hannah Einhoff e Inês Lopes

Responsável/ Monitora:
Rita Gomes

Monitores convidados:
Manuela Batista, Professora de tecnologia de têxteis
Rui Panel, Professor de tecnologia de madeiras