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Não...não está fechado!

Na última quinzena de dezembro, tiveram início as obras de recuperação da porta principal do Museu. A entrada está agora tapada, mas o Museu continua aberto.
Nos últimos anos a porta principal do palácio tem vindo a dar sinais de degradação, devido à “idade avançada”, mas sobretudo à exposição solar que, principalmente no Verão, sujeita a fachada principal do edifício a luz e calor intensos durante quase todo o dia. 
Não temos registos do que terá sido feito com a porta original do palácio aquando das obras de adaptação do edifício a museu - decorridas no final da década 30 do século XX - durante as quais as quatro outras portas que marcavam o ritmo desta fachada, terão sido transformadas em janelas,.
A fachada do Palácio nos anos 30

Placa informativa
Grafismo dos anos 30-40

Nessa altura terão sido aplicadas as letras em latão dourado, com um grafismo muito característico da época, que ainda hoje indicam “Museu Nacional de Soares dos Reis” numa placa abaixo da luneta.
Fomos entrevistar o carpinteiro responsável pela obra e ficámos a saber algumas curiosidades, por exemplo que esta grande porta é construída em castanho, com ferragens de bronze e latão. Cada folha pesa cerca de quatrocentos quilos e cada uma das suas oito dobradiças pesa quatro quilos.
Foram necessários oito homens para fazer descer cada uma das folhas.
Nalgumas zonas em que a madeira é já irrecuperável, vai ser necessário introduzir segmentos de outra madeira - afizélia - uma espécie de secagem lenta e com baixo risco de deformação e por isso usada neste tipo de intervenções.
Desmontagem de uma das portas
Durante a intervenção na fachada, a entrada no Museu far-se-á pelo portão lateral, à esquerda de quem está de frente para o edifício.

Imagem Renovada

Análise e restauro de um crucifixo medieval na colecção do Museu


Uma imagem de Cristo em madeira entalhada, atribuível aos séculos XIII – XIV, foi recentemente objecto de um estudo científico e de uma intervenção de conservação e restauro, que visou conhecer mais profundamente a peça e devolver-lhe alguma da integridade perdida. 
O estudo, levado a cabo por uma equipa constituída por técnicos do Laboratório José de Figueiredo e do Laboratório Hércules da Universidade de Évora, permitiu ver "à lupa" muitos dos materiais utilizados na construção da peça - e nas várias intervenções feitas ao longo de séculos - no sentido de adequar a imagem de Cristo ao gosto da devoção de cada época.
A mais surpreendente dessas intervenções foi a tentativa de exacerbar a ideia da dor e do sofrimento, criando chagas abertas com recurso a aplicações de pergaminho fixadas à madeira e depois pintadas de vermelho.
Conheça de perto todo o processo